Os Mistérios GnóstiCos da Pistis Sophia

     

    O campo de vida dialético é delimitado por suas condições
    eletromagnéticas. Ele consiste em doze aspectos e doze reflexos
    ou imagens refletidas que se inter-relacionam como positivos e
    negativos. Ao homem natural, se o desejar, é facultado conhecer
    todas essas vinte e quatro divisões. Contudo, depois de ter estu­-
    dado e compreendido todas elas, estará adiante de um limite
    intransponível. Ele depara-se então com o verdadeiro Prim eiro
    Mistério, com o verdadeiro Incognoscível, o Inalcançável. Por
    isso ele nomeia esse inatingível “Deus”, o absolutamente invisível.
    E rende a esse “Deus” invisível provas de um respeito mudo e tolo,
    e continua perdendo-se no próprio mistério. Ele se entrega a esses
    vinte e quatro campos naturais, torna-se prisioneiro como numa
    teia de aranha, criando ali seus ídolos, aos quais ia servindo.
    O evangelho Pistis Sophia explica no início, de modo enfá­-
    tico, que Jesus Cristo não veio desta ordem mundial, mas que foi
    enviado do Incognoscível para toda a natureza.

    Durante o período do sétimo cântico de arrependimento, a Pistis
    Sophia¯chegou ao estado do não ser. Assim, as radiações gnósticas
    podem começar o processo de sua salvação. Portanto, ela entrou
    no caminho rosa-cruz. Quando uma pessoa consegue dar início
    a um processo como esse mediante o não ser ou a perda do eu,
    provém-lhe de imediato uma sensação de grande alívio.
    Entretanto, esse início não signi fica, em hipótese alguma, que
    ela possua a nova consciência anímica e seus poderes. Apenas foi
    dado o início, mas a câmara do rei, a janela da alma, ainda não está
    aberta. Sem essa nova consciência em seu verdadeiro signi cado,
    a pessoa não está em condição de distinguir as forças auxiliadoras
    e o novo campo de vida, o cosmo da sexta região. Ela permanece,
    assim, na fase da fé e apenas tem a vivência da fé

     

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